A MÍDIA MUNDIAL E O FUTURO DO MUNDO
O IRÃ NUCLEAR E A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
A MÍDIA MUNDIAL E O FUTURO DO MUNDO
O IRÃ NUCLEAR E A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
ZAHRA HOSSEINIAN E FREDRIK DAHL - REUTERS
TEERÃ - O Irã testou nove mísseis na quarta-feira e avisou
os Estados Unidos e Israel que está pronto para retaliar caso sofra qualquer
ataque em virtude de seu programa nuclear.
O governo norte-americano, que acusa os iranianos de tentarem desenvolver
bombas atômicas, disse ao Irã que não realize outros testes. O país islâmico,
quarto maior produtor de petróleo no mundo, afirma que seu programa nuclear
visa apenas à produção de eletricidade.
Os mísseis testados pelo Irã provocaram ondas de choque nos mercados de
petróleo, ajudando os preços do barril a subirem 2 dólares após baixas
recentes.
Especulações sobre a possibilidade de Israel bombardear o Irã intensificaram-se
desde que o Estado judaico realizou um grande exercício militar no mês passado.
E dirigentes norte-americanos não descartaram a hipótese de usar a força caso a
diplomacia não consiga resolver o impasse em torno do programa nuclear
iraniano.
O comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, afirmou
em comentários divulgados por uma TV iraniana que os mísseis estavam prontos
para serem disparados contra "alvos pré-determinados".
Imagens mostraram mísseis saindo de suas plataformas de lançamento e deixando
para trás uma trilha de fumaça branca.
"Alertamos nossos inimigos que pretendem nos ameaçar com exercícios
militares e operações psicológicas vazias que nossas mãos sempre estarão no
gatilho e que nossos mísseis sempre estarão prontos para serem lançados",
disse, segundo a agência de notícias Isna.
O ministro iraniano da Defesa, Mostafa Mohammad Najjar, em declarações
divulgadas pela agência de notícias Fars, disse que os mísseis iranianos visavam
apenas à defesa do país e que estavam "a serviço da paz, da estabilidade e
da segurança da região".
O governo dos EUA determinou que o Irã "abra mão de futuros testes com
mísseis caso deseje realmente conquistar a confiança do mundo".
ESCUDO ANTIMÍSSIL
A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, sugeriu que os testes
justificavam os planos dos EUA para construir um escudo antimíssil, algo a que
a Rússia se opõe.
"Os que afirmam não haver nenhuma ameaça iraniana contra a qual montar
defesas antimíssil talvez devessem conversar com os iranianos sobre o alcance
dos mísseis que testaram", disse Rice, na Bulgária.
A França, a Alemanha e a Itália aderiram ao coro de críticas contra o Irã.
"Esses mísseis são muito perigosos --é por isso que a comunidade
internacional, e não apenas Israel, interessa-se por bloquear essa escalada de
uma forma definitiva", disse o ministro italiano das Relações Exteriores,
Franco Frattini, em Ramallah (Cisjordânia).
A França disse que os testes faziam aumentar a preocupação da comunidade
internacional e a Alemanha lamentou o fato de o Irã ter respondido a uma oferta
de incentivos feita por potências mundiais com "um gesto mal
intencionado".
A State Press TV, do Irã, disse que entre os mísseis "altamente
avançados" envolvidos nos testes estava o "novo" Shahab 3, que,
segundo autoridades, teria um raio de alcance de 2.000 quilômetros. O Irã
afirma que bases israelenses e norte-americanas encontram-se dentro de seu
alcance.
Israel, que seria o único país do Oriente Médio a ter armas nucleares, prometeu
impedir que o Irã desenvolva uma bomba atômica.
(Reportagem adicional de Hossein Jaseb e Paolo Biondi em Tokayo, Japão)
Fonte: O Estadão
SÃO PAULO - O Irã testou mísseis de médio e
longo alcance nesta quarta-feira. Foram lançados nove mísseis durante
demonstrações militares da Guarda Revolucionária do país. Teerã já havia
testado mísseis antes, mas o exercício realizado hoje ocorre em meio a tensões
com os Estados Unidos e Israel sobre o programa nuclear do país.
Segundo o comandante da Marinha da Guarda iraniana, general Hossein Salami, as
operações servem para "mostrar a determinação e o poder contra os inimigos
do Irã que nas últimas semanas ameaçaram o país com uma linguagem dura".
Na segunda-feira, os Estados Unidos conduziram exercício militar no Golfo
Pérsico visando "a uma ordem marítima legal". "O objetivo do
Exercise Stake Net é praticar táticas e procedimentos de proteção à
infra-estrutura marítima como instalações de petróleo e gás", comentou o
comodoro Peter Hudson em nota da Quinta Frota dos Estados Unidos.
O Irã defende que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas os americanos,
especialmente, acreditam que o projeto é fachada para a produção de armas
atômicas.
(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)
Fonte: Economia.uol.com
TEERÃ, 9 Jul 2008 (AFP) - Os Guardiões da Revolução -
Exército ideológico do regime islâmico iraniano - testaram nesta quarta-feira
mísseis de médio e longo alcance, um deles capaz de atingir Israel, no momento
em que americanos e israelenses não descartam a opção militar na crise nuclear
iraniana.
O teste foi condenado, imediatamente, pelos Estados Unidos, que o consideraram
uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
"O desenvolvimento de mísseis balísticos pelo Irã é uma violação das
resoluções do Conselho de Segurança da ONU e completamente inconsistente com as
obrigações do Irã em relação ao mundo", disse o porta-voz do Conselho de
Segurança Nacional, Gordon Johndroe, durante a reunião de cúpula do G-8
realizada no Japão.
Em Sófia, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, também condenou o
teste, porque prova que a "ameaça nuclear que a República Islâmica
representa não é imaginária".
Posteriormente, o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, insistiu em que
ainda não há um ambiente de confrontação entre ambos os países. "Não, não
creio nisso", comentou, acrescentando que "acho que todo o mundo está
consciente das conseqüências que um conflito teria, qualquer que fosse".
Rice destacou que o governo americano continua privilegiando uma aproximação
diplomática e de sanções econômicas para que o governo iraniano mude sua
política.
Em Jerusalém, o porta-voz do premier Ehud Olmert explicou que Israel não busca
a guerra. "Israel não busca nem o conflito nem hostilidades com o Irã, mas
ninguém, na comunidade internacional, deveria ser indiferente ao programa
nuclear iraniana e ao programa de mísseis balísticos iraniano", disse Mark
Regev.
A França recebeu o teste "com preocupação", enquanto a Grã-Bretanha
declarou que "esses testes (...) servem apenas para reforçar (sua)
preocupação com as intenções iranianas".
A agência de notícias Fars informou que o alto representante da União Européia
para Política Externa e Segurança, Javier Solana, viajará em 19 de julho para o
Irã, com o objetivo de discutir a situação. Sua porta-voz, Cristina Gallach,
não confirmou a data, anunciando apenas uma reunião com os responsáveis
iranianos "antes do final de julho".
A rede estatal de televisão iraniana em língua árabe al-Alam assegurou que nove
mísseis foram lançados durante o teste, entre eles um "Shahab 3, com carga
convencional de uma tonelada e alcance de 2.000 km". A fronteira ocidental
do Irã está a apenas 1.000 km de Israel.
Os testes são efetuados num momento tenso entre o Ocidente e Teerã, que se nega
a suspender seu programa de enriquecimento de urânio.
Os Guardiões da Revolução iniciaram na segunda-feira manobras navais e
balísticas no Golfo, chamadas de Grande Profeta III, com o objetivo de
aperfeiçoar suas "capacidades de combate".
"O objetivo desses exercícios é demonstrar que estamos dispostos a
defender a integridade da nação iraniana", declarou nesta quarta o
comandante das Forças Aéreas dos Guardiões da Revolução, Hosein Salami, citado
pela Al-Alam.
"Nossos mísseis estão prontos para serem lançados em qualquer lugar, em
qualquer momento, rapidamente, e com precisão", garantiu, acrescentando
que "o inimigo não deve repetir seus erros. Seus alvos estão sob nossa
vigilância".
Além do Shahab 3, os mísseis Zelzal, com um alcance de 400 km, e Fateh, com
cerca de 170 km de alcance, também foram disparados, revelou a rede em língua
inglesa Press TV, que divulgou imagens do Shahab 3 no momento de seu
lançamento, em uma área desértica desconhecida do Irã.
A TV estatal também transmitiu imagens do lançamento do Shahab 3 e de outros
mísseis, aparentemente com sucesso.
O chefe da Marinha dos Guardiões da Revolução, o almirante Morteza Safari,
afirmou que suas forças querem "mostrar sua capacidade de resposta a
qualquer aventura" dos inimigos do Irã, anunciou hoje a agência Fars.
Ainda de acordo com a agência, a ogiva do Shahab 3 se fragmenta justo antes do
impacto, aumentando ao máximo o dano sofrido pelo inimigo.
Os navios britânicos e americanos concluíram na terça-feira as manobras de
cinco dias no Golfo destinadas a proteger as instalações petrolíferas, de
acordo com a Quinta Frota americana, com base no Barein.
No sábado, o chefe do Estado-Maior do Exército iraniano advertiu que seu país
poderá fechar o estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa, aproximadamente,
40% do petróleo mundial, se seus interesses forem ameaçados.
A reunião de cúpula do G-8 (grupo das oito nações mais industrializadas do
mundo) já havia instado o Irã, ontem, a "suspender qualquer atividade
relacionada ao enriquecimento de urânio" e a "responder,
positivamente, às últimas propostas da comunidade internacional" para que
se encontre uma saída negociada para a crise.
Na terça-feira, o Irã ameaçou "incendiar" Tel Aviv e a frota
norte-americana situada no Golfo, em caso de ataque às suas instalações
nucleares. No mesmo dia, Washington minimizou as ameaças iranianas e reiterou
que quer solucionar o conflito em torno do programa nuclear de Teerã pela via
diplomática.
No entanto, nem Estados Unidos nem Israel excluem um recurso à força para deter
o programa nuclear do qual se acredita que tenha fins nucleares.
Fonte: Notícias.uol.com
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Defesanet
28 Abril 2006 |
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Fonte: Defesanet.com.br
10/07/2008 (13:16)
Agencia Estado
Depois de o Irã realizar testes com mísseis, alguns de longo
alcance, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, e o
secretário de Defesa, Robert Gates, disseram que os testes eram mais uma
evidência da necessidade de um sistema de defesa aéreo no leste europeu. Rice
mais tarde endureceu o discurso, advertindo o Irã de que os EUA não recuarão
diante de ameaças iranianas a Israel.
Apesar disso, Washington atribui ainda um forte papel à diplomacia, inclusive
negociações diretas com Teerã, como forma de evitar que o país construa armas
nucleares.
O subsecretário de Estado William J. Burns afirmou que os EUA estão dispostos a
usar "todos os mecanismos diplomáticos". A declaração foi uma
resposta ao senador Joseph Biden, que pediu negociações diretas entre os
países. Porém, Burns também enfatizou que os norte-americanos não descartam
"a força como uma opção, mas só como último recurso".
O secretário Gates disse não ser possível afirmar se os testes iranianos
mostram uma capacidade maior do que a já conhecida pelos EUA. Mas disse que os
exercícios eram uma resposta aos russos, para os quais os iranianos não teriam
um míssil de longo alcance nos próximos dez ou 20 anos. Moscou se opõe ao
sistema antimísseis planejado pelos EUA na Europa, vendo nessa iniciativa uma
ameaça.
Os Estados Unidos oferecem, junto com outras nações, um pacote de incentivos ao
Irã para que ele encerre seu programa de enriquecimento de urânio. Os países
temem que Teerã busque construir armas nucleares - o que o governo iraniano
nega, alegando só ter fins pacíficos, como a produção de energia elétrica.
Caso suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, o Irã teria acesso a
combustível nuclear para fins civis, assistência agrícola e intercâmbio de
estudantes, apontou Burns.
Fonte: atarde.com
Fonte: Ansa em Teerã e Nova York
O governo norte-americano está preparando uma série de ataques contra as instalações nucleares iranianas de Natanz com o uso de armas nucleares, escreveu hoje a revista "New Yorker". Uma equipe de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) iniciou hoje uma visita ao Irã.
Até segunda-feira chegará em Teerã o diretor-geral da AIEA, Mohammed el Baradei, para "esclarecer" o que o organismo espera das autoridades iranianas.
Segundo a publicação, que cita um ex-responsável dos serviços secretos, o presidente George Bush e outros funcionários da Casa Branca consideram o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, como um potencial Adolf Hitler.
"Este é o nome que utilizam", disse o artigo escrito pelo jornalista Seymour Hersh e que sairá na edição de segunda-feira.
"A Casa Branca acredita que a única maneira de resolver o problema é mudar a estrutura de poder no Irã, e isso significa guerra", disse à revista um conselheiro do Pentágono que manteve o anonimato.
O ex-responsável dos serviços secretos descreve os preparativos como "enormes, febris e operativos". Um ex-responsável de Defesa afirmou que os preparativos militares estão fundamentados sobre a idéia de que "bombardeios constantes no Irã humilhariam a liderança religiosa e levariam a população a se rebelar e derrubar o governo", escreveu a "New Yorker".
Nas últimas semanas, Bush manteve uma série de reuniões com senadores e membros da Câmara de representantes para explorar as opções em torno do Irã.
Washington acusa Teerã de desenvolver seu programa nuclear com fins militares, mas o Irã nega a acusação e sustenta que seus objetivos são civis.
JERUSALÉM - O Exército israelense começou a se preparar para uma possível guerra contra a Síria e a milícia xiita libanesa do Hezbollah...e por isso congelou uma série de planos destinados à reorganização de suas fileiras e à prevista redução do serviço militar obrigatório, segundo o jornal Ha´aretz.
Os cálculos citados nos documentos analisados pelo Estado-Maior do Exército israelense são de que a Síria e o Hezbollah lançarão uma guerra contra Israel em julho, segundo a edição desta segunda-feira do jornal.
De acordo com a publicação, os membros do Estado-Maior do Exército israelense realizaram várias reuniões nas últimas semanas, nas quais expuseram suas considerações sobre a delicada situação na região, em geral, e na fronteira com o Líbano e a Síria, em particular.
Dos cinco cenários previstos pelos generais israelenses, o de uma guerra contra Síria e Hezbollah, ambos respaldadas pelo Irã, é o que o Estado-Maior considera mais provável.
Os preparativos incluem uma série de decisões a curto e médio prazo, entre elas a de deixar em suspenso a aplicação das reduções na prestação do serviço militar obrigatório dos jovens, agora estipulado em 36 meses para os homens e 24 para as mulheres.
O ministro da Defesa anterior, Shaul Mofaz, havia decidido reduzir o serviço militar em entre quatro e oito meses.
O Exército israelense considera que com a atual composição de forças poderá dedicar seus recursos a treinar em um curto período de tempo as diferentes divisões que, em caso de guerra com a Síria, deverão entrar em combate.
O recente conflito no Líbano, em julho e agosto, deixou em evidência a falta de preparação das divisões reservistas israelenses, que sofreram numerosas baixas e não cumpriram todos os Objetivos.
O Exército israelense não suspenderá por enquanto a linha de produção do carro de combate Merkava-4, como estava previsto, já que o conflito contra o Hezbollah demonstrou ao Exército israelense que não pode confiar nas versões anteriores do veículo - a 2 e a 3 -, vulneráveis aos mísseis em poder da milícia.
O jornal acrescenta que outro preparativo, este em um prazo de três anos, será o de desenvolver um sistema capaz de interceptar mísseis terra-terra de médio alcance como os que a guerrilha libanesa disparou contra as cidades de Haifa e outras mais ao sul.
No longo prazo está a possível decisão de que o Comando para a Retaguarda passe de mãos militares a civis, frente ao fracasso do Exército para proteger e evacuar cerca de 700 mil civis que ficaram sob uma chuva de mísseis disparados do Líbano.
por Jeffrey Nyquist em 13 de novembro de 2007
Resumo: Seria o Ocidente arrogante quando busca evitar que a tecnologia bélica nuclear seja conquistada pelo Irã? No fim das contas o que importa é o fato do conflito iminente.
Os Estados Unidos irão bombardear o Irã para evitar que os iranianos venham a ter armas nucleares? A fraqueza da atual administração e a impopularidade, na Europa e no Oriente Médio, de um ataque preventivo americano, estão entre os fatores que pesam contra um evento dessa natureza. Aqueles que mais alto gritaram contra o imperialismo americano e a maldade da atual administração, não obstante, são os que têm feito circular rumores e cenários nos quais um ataque americano parece iminente. Os rumores que ouvimos em outubro de 2006, repetem-se, apenas com novos detalhes: ex-agentes da CIA murmuram incoerentemente acerca de planos de ataque enquanto jornalistas franceses têm as informações ultra confidenciais e Dick Cheney agora desempenha o papel de Príncipe das Trevas. O velho e surrado script, agora já manchado de café, mas com novos diálogos, é empurrado adiante mais uma vez. Mas um ataque americano ao Irã irá mesmo finalmente materializar-se?
Os EUA estão claramente fazendo preparativos de guerra contra o Irã. Mas isto significa que a administração Bush irá atacar? Não necessariamente. Construir uma ameaça crível é uma boa estratégia de negociação. Infelizmente, as negociações falharam. Os iranianos não arredaram o pé e o analista arguto, tomando o pulso islâmico, pode dizer, sem medo de contradição, que o Irã não está desistindo de seu programa nuclear. Eles estão determinados a fabricar armas nucleares. Eles estão determinados a se transformar numa ameaça nuclear. A Europa e os Estados Unidos não podem convencê-los a desistir na base da conversa.
Acrescente a isso o fato que de George Bush tornou-se um presidente muito fraco, um líder bastante impopular, e sua reputação ao redor do mundo é pior do que nos EUA. Apesar de as pessoas em muitos países ainda admirarem os Estados Unidos ou de gostarem dos americanos, é fácil ouvi-las dizer o quanto odeiam o presidente Bush. No Oriente Médio, a aventura iraquiana irritou aliados importantes, tais como a Turquia e a Arábia Saudita. Aliados europeus também expressaram sua contrariedade. A invasão ao Iraque trouxe problemas novos a uma região já inundada de problemas. Acrescentar ainda mais uma palha às costas do camelo sobrecarregado, i.e., uma guerra com o Irã, só ampliaria a desordem. Por enquanto, parece que não está bem entendido que tal ampliação poderia estourar os limites locais e iniciais e se alastrar pela Ásia toda. Isto tem a ver com as estratégias mais sinistras da China e da Rússia.
Dada a fraqueza da presidência de Bush e os muitos fatores que refreiam a sua administração quanto a um ataque ao Irã, os israelenses podem tomar o porrete e lançar eles mesmos um ataque preventivo contra o Irã. Militarmente menos capazes de fazer um serviço completo, os israelenses podem, não obstante, causar danos muito sérios à infra-estrutura nuclear iraniana. Este é o cenário mais provável à medida que o tempo avança e as negociações provam-se inúteis. Diante disso, a melhor estratégia iraniana seria a de lançar ataques imediatos contra navios americanos e contra as forças terrestres americanas no Iraque. Ao retaliar contra alvos americanos, os iranianos atrairiam os EUA e Israel para uma posição conjunta, lado a lado, numa série de confrontos militares conectados. Os israelenses e americanos seriam então vistos operando em conjunto, numa nefanda conspiração contra a Nação Islâmica. Isto poderia ter um efeito poderoso e eletrizante sobre toda a região.
Se o sentimento antiamericano for inflamado dessa forma, se a imaginação islâmica for suficientemente agitada pela mistura de Israel com forças americanas lutando contra o mesmo país islâmico, estados chave tais como o Egito e Arábia Saudita não mais seriam aliados confiáveis. Ainda outra desestabilização da região pode ser esperada. Os iranianos podem também tentar fechar o Estreito de Ormuz, através do qual fluem 40% do petróleo que o Ocidente consome. Nas palavras do líder supremo do Irã, Seyyed Ali Khamenei: “Se os americanos fizerem um movimento errado na direção do Irã, o suprimento de petróleo certamente enfrentaria perigo, e os americanos não seriam capazes de proteger a oferta de energia na região”.
Mesmo com todos os rumores de uma guerra contra o Irã, a questão pode não chegar a nenhum plano específico dos Estados Unidos em lançar um ataque preventivo. Uma guerra pode estourar sem nenhuma ação americana. Os iranianos poderiam iniciar uma ação por sua própria conta. Os israelenses podem lançar um ataque tal como ameaçaram fazê-lo no passado. De qualquer modo, as conseqüências seriam essencialmente as mesmas para os EUA. Uma guerra mais ampla começaria e as forças americanas permaneceriam fixadas no Oriente Médio.
Como esse resultado poderia ser evitado?
Um conflito entre dois modos de vida diferentes, entre duas civilizações, pode ser inevitável se aceitarmos a noção de que o Irã representa a civilização islâmica e os Estados Unidos representam a civilização ocidental. Os iranianos propugnam que a sua civilização merece as vantagens da posse de armamentos nucleares. Por que o Ocidente deveria ter poder de veto sobre os armamentos iranianos? Os americanos, britânicos, franceses e israelenses temem um Irã com armas nucleares porque temem a natureza radical do pensamento religioso islâmico. É evidente ao primeiro olhar que nenhum lado pode admitir a razão do outro. Os iranianos não podem admitir que a sua religião torne-os inadequados para possuir armas nucleares. Ao mesmo tempo, o Ocidente (e especialmente Israel) teme um Irã armado nuclearmente.
Seria o Ocidente arrogante quando busca evitar que a tecnologia bélica nuclear seja conquistada pelo Irã? No fim das contas o que importa é o fato do conflito iminente. Nesta questão, mesmo que os americanos estejam paralisados e incapazes de atacar o Irã, os israelenses olham para os passado e lembram-se de Hitler e do Holocausto e não vêem outra escolha. Eles precisam lançar um ataque às instalações nucleares do Irã. A lógica do lado israelense deveria ser óbvia a todos. Portanto, uma séria crise militar e econômica deve se seguir.
Não deveríamos esperar uma solução pacífica.
Guerra
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EUA admitem utilizar bomba atômica contra o Irã | |
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· Agência Lusa |
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Washington - A administração de George W. Bush admite lançar bombardeamentos maciços contra o Irã, incluindo nucleares, para destruir uma instalação suspeita de fabricar armas atômicas, afirma a revista New Yorker na sua edição datada de 17 de Abril. |
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Bush fala em terceira guerra mundial e Putin pede retirada americana do Iraque
Não é por má fé. É por ruindade, mesmo. Farei um breve relato sobre o que considero questões essenciais da política internacional que os editores brasileiros vão levar algumas semanas ou meses para descobrir. A disputa central entre Estados Unidos, Rússia e China está focada, atualmente, na região do mar Cáspio. Dê uma olhada com cuidado no mapa abaixo e localize o Caspian Sea, bem acima do Irã.
Nesta região estão as maiores reservas de petróleo remanescentes no mundo. Você talvez tenha lido, neste site, um texto que escrevi falando da previsão de que o petróleo pode se esgotar no planeta dentro de 50 anos. Mas a civilização do petróleo não vai morrer quietinha. O homem vai brigar pelas últimas gotas. Isso explica por quê, depois de subir espetacularmente, o preço do barril de petróleo se mantém lá em cima, entre 80 e 90 dólares. É a combinação de uma economia aquecida, especialmente na China, e um produto em extinção.
Não perca o mapa de vista. Os países banhados pelo mar Cáspio são a Rússia, o Casaquistão, o Turcomenistão, o Azerbaijão e o Irã. Os líderes destes países estiveram reunidos em Teerã. Durante a visita de Vladimir Putin, a primeira de um líder russo a Teerã desde Stálin, Putin disse que uma nova guerra na região é inaceitável.
Um recado claro para os Estados Unidos, que planejam um ataque a instalações militares do Irã se o país mantiver seu programa nuclear. Os americanos contam com o apoio de Israel, que recentemente bombardeou alvos na Síria alegando tratar-se de um reator nuclear em construção. Uma operação militar tão sensível que a notícia permanece sob censura em Israel.
Qual foi a resposta da Casa Branca? Em entrevista coletiva, o presidente Bush disse que o Irã armado com uma bomba nuclear pode levar "à Terceira Guerra Mundial". Hoje, dia 18, Putin foi ainda mais duro com os Estados Unidos: pediu a retirada das tropas americanas do Iraque, disse que a Rússia vai construir mais um submarino atômico e que está desenvolvendo uma arma nuclear sobre a qual não deu detalhes. É jogo de cena para a audiência interna, tirando uma lasquinha do nacionalismo em alta.
Também hoje, a imprensa americana noticia que o governo do Iraque fechou acordo com empresas do Irã e da China para a construção de usinas de energia elétrica no bairro xiita de Bagdá e entre as cidades sagradas de Najaf e Karbala, região predominantemente xiita. Autoridades americanas manifestaram preocupação.
Para manter seu exuberante crescimento econômico, a China precisa de energia. Precisa do petróleo do Irã, do Iraque, do mar Cáspio, do petróleo russo. Olhem outra vez o mapa:
Nem à China, nem à Rússia interessa uma presença dominante dos Estados Unidos nesta região. Lembrem-se: os americanos já controlam o Afeganistão e o Iraque. O próximo passo seria o Irã. Enquanto os russos estavam combalidos, Washington avançou sobre a Europa Oriental e sobre as ex-repúblicas soviéticas - ajudando a promover, por exemplo, a instalação de governos pró-americanos na Geórgia e na Ucrânia.
A China e a Rússia, que se afastaram por diferenças ideológicas quando ambas tinham governos comunistas, agora se aproximam em nome do pragmatismo geopolítico. A China promoveu recentemente o general que cuidava do "cerco" a Taiwan para um importante cargo na hierarquia, além de reafirmar no Congresso do Partido Comunista que a unificação chinesa é uma das prioridades de sua política externa. Não é por acaso que George Bush recebeu pessoalmente o Dalai Lama, sob protestos chineses.
Além de querer encerrar seu mandato bem na fita, Bush representa interesses americanos que estão acima dos partidos políticos: o acesso ao petróleo do Oriente Médio e da Ásia Central e a defesa de Israel, o maior aliado dos Estados Unidos no mundo. O namoro entre Rússia e China é de conveniência conjuntural. Ambos estão impedindo o Conselho de Segurança da ONU de propor resoluções mais duras contra o Irã do que as que já foram adotadas.
Russos e chineses enxergaram uma oportunidade no desastre militar que tem sido a ocupação americana do Iraque.
O mundo não vai acabar, não. Muito disso é jogo de cena. Mas é preciso olhar o todo para entender as partes. Os negócios entre a China e a Venezuela ou o reatamento de relações entre a Bolívia e o Irã são exemplos desse jogo de xadrez em que, lentamente, o centro de poder vai se deslocando em direção à Ásia.
Publicado em 18 de outubro de 2007
da Folha Online
O presidente George W. Bush afirmou que os líderes mundiais devem impedir que o Irã obtenha armas nucleares se quiserem evitar a Terceira Guerra Mundial.
"Temos um líder que anunciou que deseja destruir Israel. Então digo às pessoas que, se vocês estiverem interessados em evitar uma Terceira Guerra Mundial, me parece que vocês devem impedir que (os iranianos) tenham conhecimento necessário para fabricar a arma nuclear", afirmou, em coletiva na manhã desta quarta-feira.
Bush também disse não se preocupar com as crescentes relações entre o Irã e a Rússia e afirmou que continuará trabalhando com seu colega russo, Vladimir Putin, para encontrar maneiras de desativar o programa nuclear de Teerã.
"Putin reconhece que não é do interesse do mundo que o Irã tenha capacidade de fabricar armas nucleares, e manteve um firme apoio às Nações Unidas", afirmou Bush.
Concessões
No mesmo momento, um alto funcionário iraniano, Ali Larijani, citado pela imprensa local, mencionava, sem dar detalhes, uma nova proposta que Putin teria feito para resolver a crise nuclear iraniana, durante sua visita histórica de terça-feira (16) em Teerã.
Os Estados Unidos poderiam suspender seu projeto de escudo antimísseis na Europa se o Irã fizesse o mesmo com seu programa de enriquecimento de urânio, declarou, por sua vez, um alto representante do departamento de Estado americano em Bruxelas.
Bush se disse confiante no apoio russo aos esforços americanos para obrigar a Teerã a renunciar a suas atividades nucleares sensíveis. Ele lembrou que Moscou aprovou as sanções já impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança.
No entanto, a Rússia está oposta a sanções mais duras contra o Irã.
Bush afirmou seu desejo de promover com a Rússia uma diplomacia amplamente baseada em relações pessoais e sinceras para "influenciar as pessoas" e poder lhes dizer o que pensa "sem temer romper as relações".
Ancara
Na coletiva, Bush afirmou ainda que ele se opõe a uma incursão turca no norte do Iraque. Em sua opinião, tal ação militar "não interessa a Ancara".
O Parlamento da Turquia aprovou nesta quarta-feira um pedido de autorização feito pelo governo para realizar incursões militares no norte do Iraque.
Ancara tem sofrido forte pressão popular para conter a onda de violência causada por separatistas curdos.
O presidente passou grande parte da coletiva criticando o Congresso por sua lentidão em aprovar as prioridades nacionais. Afirmou que os parlamentares, "infelizmente, não conseguiram aprovar muito projetos importantes".
Com Efe e France Presse
BUSH JÁ FALA EM TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
Bush disse que a produção de bombas nucleares por parte do Irã pode levar à Terceira Guerra Mundial. É uma afirmação séria e com um certo fundo de verdade, já que Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, supostamente deseja destruir Israel.
(Aqui abro um parêntese: o ódio entre muçulmanos, que compõem 98% da população iraniana; e judeus, especialmente os israelenses, é algo histórico e complexo que necessita de certo estudo para se compreender melhor. Por alto, pensa-se erroneamente que os árabes - e aqui englobo todo o Oriente Médio - são os únicos vilões que atacam sem motivo os judeus. Porém, ninguém menciona como a ONU "enfiou" Israel bem na terra santa islâmica em 1948, sem sequer respeitar a cultura e o povo que já habitava ali - no caso os palestinos.
IDF: A guerra contra a Síria seria 10 vezes pior que a
com o Hizbullah.
Prevendo que uma guerra com a Síria eclodirá se o Primeiro Ministro Ehud Olmert não empreender negociações de paz com Damasco, a mais recente avaliação da IDF afirma também que tal conflito seria “pelo menos 10 vezes pior” que o conflito do último verão com o Hizbullah.
O serviço de inteligência militar está também identificando e detectando com extrema precisão alvos para a IDF na eventualidade de um ataque ser lançado contra as instalações nucleares do Irã.
MI estabeleceu recentemente uma nova divisão para traduzir inteligência em alvos concretos e em informações, podendo ser usadas por unidades no campo. A nova divisão é liderada pelo General-de-Brigada Nitzan Alon, um comandante anterior da unidade de Reconhecimento do Estado Maior (Sayeret Matkal). A Força Aérea de Israel tem seu próprio departamento responsável pelo processamento de inteligência e a identificação de alvos.
De acordo com avaliações da IDF, a Síria não está interessada em um confronto armado, porém tem acelerado seus preparativos de guerra desde o conflito do ano passado entre Israel e o Hizbullah.
Devido à falta de comunicação entre os dois paises, a avaliação da IDF leva à conclusão de que no próximo ano uma guerra poderá eclodir no caso de não se chegar à uma solução diplomático antes.
No caso de acontecer uma guerra, a IDF acredita que a Síria dispararia milhares de foguetes de curto e médio alcance contra cidades Israelenses.
A conjetura é que uma guerra com a Síria poderia acontecer devido à um “erro de cálculo” ao longo da fronteira, sob forma de um ataque terrorista que escalaria para um conflito maior.
A Síria chega a acreditar que os EUA atacarão o Irã este verão, e cujo resultado seria que Israel irá novamente à guerra contra o Hizbullah. No caso disso se realizar, a Síria acredita que Israel não confinará suas operações ao Líbano, mas atacará também alvos Sírios.
O Jerusalem Post aprendeu que a Síria transferiu para o Hizbullah varias centenas de foguetes de médio alcance, o que renovou por completo seus suprimentos de armas, esvaziados durante a guerra do verão passado. Os mísseis incluem foguetes Katyusha de 220 mm e 302 mm. cujos alcances chegam a até 60 quilômetros.
O IDF suspeita que o Hizbullah pode ter recebido mísseis iranianos e sírios mais avançados com a suposição de que qualquer arma pequena o suficiente para se ajeitar em um container de transporte standard, de 12 metros, foi enviada pelos dois paises ao grupo de guerrilheiros.
Quanto ao Irã, a suposição é que Teerã continuará avançando com seu programa nuclear, desafiando as sanções e resoluções impostas pelos Estados Unidos.
De acordo com as avaliações mais pessimistas do estabelecimento de defesa, o Irã obterá uma bomba nuclear até meados de 2009, apesar das possibilidades disso acontecer sejam consideradas tênues e é mais provável que a Republica Islâmica logrará a fabricação de um engenho nuclear somente em 2010 ou 2011.
A IDF acredita que dentro dos próximos seis meses o Irã cruzará a soleira tecnológica, obtendo capacidades independentes para pesquisas e desenvolvimento e dominando a tecnologia necessária ao enriquecimento do urânio.
De acordo com a avaliação da IDF, um ataque militar poderia causar danos suficientes para retroceder dramaticamente o programa nuclear do Irã.
O regime iraniano é considerado forte e Israel não acredita que neste momento poderá ser derrubado.
Quanto ao Hizbullah, Israel diz que a IDF matou uns 600 pistoleiros durante a guerra no verão passado, um décimo dos homens armados do grupo. O grupo guerrilheiro encontra problemas no recrutamento de novos guerrilheiros para suas fileiras, de acordo com a IDF.
A crença crescente na IDF é de que o Hizbullah não esta interessado atualmente em outra rodada de combates com Israel alem de estar reabilitando sua infra-estrutura danificada. Supõe-se que o Hizbullah se recuperará até meados de 2008 e poderá renovar seus ataques contra Israel.
Irã reforça presença militar e aumenta
vigilância no golfo Pérsico
LIGIA BRASLAUSKAS, da Folha Online
O governo iraniano enviou mais força militar para a região do golfo Pérsico por causa do aumento da tensão entre o país e os Estados Unidos. As informações sobre o reforço marítimo na região foram divulgadas hoje por uma rádio iraniana.
"Aumentamos nossa vigilância. A Marinha controlará, a partir de agora, o movimento de todas as embarcações, até submarinos, que passarem pelo golfo Pérsico", disse o almirante iraniano Abbas Mohtaj.
A tensão entre os dois países ficou mais acirrada no início deste mês quando o secretário de Estado dos EUA, Donald Rumsfeld, acusou o Irã de cooperar com membros do Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até o início dos ataques dos EUA ao país, em 7 de outubro] e da rede terrorista Al Qaeda, liderada por Osama bin Laden.
"Não tenho a menor dúvida de que a fronteira entre o Afeganistão e o Irã foi usada para que membros do Taleban e da Al Qaeda entrassem e conseguissem refúgio [no território iraniano]", disse Rumsfeld.
Além da acusação, o secretário de Estado afirmou ter informações sobre as ações do Irã, e que o país teria cooperado para gerar um clima de instabilidade no Afeganistão enviando armas a diversos grupos presentes no país.
O Irã, assim como o Iraque e a Coréia do Norte, foram classificados pelo presidente George W. Bush, no dia 29 de janeiro, de serem "eixos do mal', advertindo que esses países poderiam ser alvos da guerra antiterrorista se continuassem produzindo armas de destruição em massa e apoiando o terrorismo.
Em novembro do ano passado, os EUA já haviam declarado suspeitar que os três países, além de Líbia, Síria e Sudão, desenvolvessem armas biológicas e que algum desses países estivesse ajudando a rede terrorista de Bin Laden a obter esse tipo de arma. Na época, o Iraque disse que os EUA estavam buscando um pretexto para atacar Bagdá.
Hoje, o vice-comandante da Guarda Revolucionária, tropa de elite do Irã, Mohammad Baghr Zolghadr, disse que se o petróleo iraniano não puder ser exportado por cauda de um possível ataque dos Estados Unidos ao país, "nenhum petróleo da região poderá ser exportado".
"Se ocorrer uma guerra, o golfo Pérsico se converterá em um cemitério dos soldados americanos e de sua Marinha. O Irã não é o Afeganistão e uma guerra contra nós não vai durar apenas dois ou três meses", afirmou.
Com agências internacionais
Em 12 de abril de 2003, dias após as Forças da Coalizão terem tomado Bagdá, o presidente russo Putin caminhou até um pódio e traçou uma imensa linha na areia contra o presidente Bush. Não mais, disse Putin, não mais permitiremos que você invada um país e faça uma 'mudança de regime'. Com os presidentes da Alemanha e da França atrás dele, Putin disse ao presidente Bush para se retirar.
Naquele tempo, ficamos imaginando como uma grande potência como a Rússia apoiaria sua bravata com ação, de modo a impedir os EUA de tomarem uma ação que relegaria a Rússia ao status de isolamento e estagnação.
Agora, podemos estar vendo como o presidente Putin estava planejando apoiar suas exigências. Vamos iniciar com a história de notícias original.
Resumo da Notícia: "Nenhum ataque a outros países, Putin adverte os EUA", Sify News, 12 de abril de 2003.
"São Petersburgo - O presidente russo Vladimir Putin advertiu na sexta-feira a coalizão liderada pelos EUA a não atacar outros países sob o pretexto de promover valores capitalistas e democráticos após ter derrotado o regime ditatorial do Iraque. 'Não vamos exportar revoluções capitalistas e democráticas', disse o líder russo aos repórteres, ao mesmo tempo que os rumores em Washington dão conta que alguns elementos da administração dos EUA estão ruminando o lançamento de operações militares contra outros países do Oriente Médio. 'Se fizermos isso, vamos terminar em uma ladeira escorregadia de conflitos militares intermináveis. Não podemos permitir que isso aconteça', disse Putin em uma conferência conjunta à imprensa com o chanceler alemão Gerhard Schroeder e o presidente francês Jacques Chirac, após manter conversações com eles."
Vimos vários aspectos muito importantes na advertência de Putin:
1) Embora os líderes da Alemanha e da França tenham comparecido a essa conferência de imprensa, o porta-voz foi o russo Putin. Esse fato fala em alta voz a realidade que a Rússia pode ser a única superpotência que está disposta a realmente se posicionar e enfrentar os EUA. Os preparativos militares falam ainda mais alto sobre essa realidade.
Ao tempo em que Putin fez sua grave advertência, ele tinha posicionado as unidades navais russas exatamente nas áreas geográficas em que os EUA estão planejando efetuar as próximas "mudanças de regime". Os EUA estão planejando efetuar "mudanças de regime" por meio de ações militares na região do Golfo Pérsico - Síria, Irã e Arábia Saudita - e na Península Coreana.
Essa mobilização das forças navais no momento em que Putin fez esse comentário apoiava suas advertências naquele tempo. Portanto, estivemos muito interessados em verificar nossa seção de notíciais Daily News Updates Archieves em meados de 2003. Embora os oficiais do governo Bush estiveram constantemente fazendo graves ameaças à Síria e ao Irã, as forças americanas não tomaram ação alguma. Agora, como veremos em alguns momentos, Putin estava caladamente tomando outra ação que poderia deixar o Irã e a Síria permanentemente protegidos do poder militar americano.
2) Embora os líderes da Alemanha e da França tenham comparecido a essa conferência para a imprensa, o porta-voz foi o russo Putin. Esse fato fala bem alto da realidade que a Rússia pode ser a única superpotência que está disposta a realmente resistir aos EUA. Suas preparações militares falam ainda mais alto sobre essa realidade.
3) Putin usou a linguagem descritiva "ladeira escorregadia" para descrever as ações dos EUA. Esse termo normalmente é reservado para as circunstâncias muito especiais em que as ações nacionais são vistas criando uma inevitável inclinação a uma guerra total. Essa terminologia me faz lembrar do assassinato do arquiduque austríaco Ferdinando, que colocou o mundo na "ladeira escorregadia" para a Primeira Guerra Mundial.
Assim, as linhas de batalha pareciam estar traçadas contra as duas superpotências militares do mundo. Embora a Rússia tenha uma economia anã em relação à americana, ela agora coloca em ação uma força muito moderna que começou a formar em 1998. Além disso, a Rússia tem armas escalares de interferômetro eletromagnético, que são superiores a qualquer armamento que os EUA tenham, de modo que a Rússia pode ser na verdade a única superpotência do mundo. [Leia os detalhes completos nos artigos N1776 e N1776B.]
Um Xeque-Mate Russo?
Com essas informações de pano de fundo, vamos agora mergulhar nesta interessantíssima matéria do DEBKAfile Intelligence. Após examinar esse artigo, você poderá simplesmente concluir que Putin acaba de dar um xeque-mate em George W. Bush. Você também poderá concluir que, talvez, a Rússia esteja começando a se mover para o Oriente Médio, exatamente da maneira necessária para que um dia marche contra Israel, em cumprimento a Ezequiel 38-39.
Resumo da Notícia: "Venda de Mísseis à Síria Encaixa-se com o Sistema Secreto de Defesa Aérea Para o Irã", DEBKAfile Exclusive Military Report, 24/1/2005.
"O presidente russo Vladimir Putin e o presidente sírio Bashar Assad, que chegou a Moscou na segunda-feira, 24 de janeiro, assinarão um acordo de 70 milhões de dólares para a venda de 20 baterias SA-18 Igla-S, montadas sobre veículos blindados leves de transporte de tropas. Um dos mais eficientes mísseis contra aviões de vôo em baixa altitude no mercado, o SA-18 é produzido na fábrica de KBM perto de Moscou... O Igla-S também é eficiente contra alvos pequenos, como aviões não tripulados de reconhecimento, helicópteros e mísseis de cruzeiro. Os especialistas em mísseis informam que quando disparados contra aviões de caça, um Igla-S tem a eficiência de dois mísseis disparados em uma única rodada - ou cinco mísseis quando lançados contra um míssil cruzeiro."
Um relatório anterior do DEBKAfile sobre esse assunto diz que esse sistema anti-aviões e antimíssil é o mesmo sistema que protege Moscou atualmente! Portanto, podemos agora ver quão sério foi Putin quando advertiu originalmente os EUA em 12 de abril de 2003, a não atacarem nem a Síria nem o Irã. Antes de subir ao pódio, Putin e seus assessores militares quase com toda a certeza tinham definido esse sistema de defesa aérea que protegeria o Oriente Médio, desde o Irã até a Síria da enorme ameaça do poderio aéreo israelense ou americano.
Agora, vamos voltar ao DEBKAfile para aprender mais sobre esse sistema de defesa aérea
"O objetivo de Moscou é parcialmente proteger seu investimento no centro nuclear iraniano em Bushehr, no Golfo Pérsico, do destino que teve o centro nuclear Tamuz, construído pelos franceses para Saddam Hussein, que foi bombardeado e destruído pela Força Aérea israelense vinte e quatro anos atrás... Especialistas russos do grupo de engenharia Raduga OKB, em Dubna, próximo a Moscou, tinham acabado de concluir a instalação de dois sistemas avançados de radares em torno do reator nuclear de Bushehr, no Golfo Pérsico. Esses sistemas móveis melhorados 36D6, conhecidos no Ocidente pelo codinome Tin Shield (Escudo de Estanho) foram personalizados para atualizarem o radar de defesa aérea que protege as principais instalações nucleares do Irã contra ataques de mísseis ou aéreos dos americanos ou dos israelenses." (Ibidem)
Quando Putin fez sua advertência "linha na areia", sabia do imenso esforço russo que estava em andamento para construir essas centrais nucleares e usinas de enriquecimento de urânio no Irã. Não querendo ver uma tremenda quantia de dinheiro escoar pelo ralo, junto com a credibilidade global da Rússia, Putin estava tomando essas ações para proteger seu investimento no Irã. Por um certo tempo, a Rússia evidentemente conseguiu esconder suas verdadeiras intenções, até as últimas etapas. Veja:
".... a banha chegou ao fogo quando os russos foram descobertos construindo o mesmo sistema nas usinas de enriquecimento de urânio para propósitos militares em Isfahan, na região central do Irã. Isso foi interpretado como se Moscou estivesse assumindo a responsabilidade de proteger toda a indústria nuclear do Irã, de cima para baixo - desde a instalação de equipamentos sofisticados ao planejamento militar e a cooperação operacional - contra ataques americanos ou israelenses. Moscou tem assim colocado um sério impedimento no caminho de qualquer ação militar americana ou israelense para restringir o armamento nuclear do Irã. Essa cooperação russo-iraniana pode ser precursora de entendimentos geoestratégicos em outros lugares, como no Afeganistão, Índia, Iraque e no Golfo Pérsico." (Ibidem)
Agora, você pode ver os contornos dessa partida de xadrez entre Putin e Bush. De acordo com esse artigo referido, a Rússia "assumiu a responsabilidade de proteger toda a indústria nuclear do Irã de cima para baixo - desde a instalação de equipamentos sofisticados até o planejamento militar e a cooperação operacional - contra um ataque americano ou israelense".
Além disso, essa gigantesca operação militar e diplomática é vista como parte da nova "compreensão geoestratégica em outros locais" em todo o Oriente Médio. O presidente Bush tem estado atarefado enunciando essa sua nova visão - "Guerra Contra o Terror" e "Ataque Unilateral" - desde os ataques terroristas em 11/9/2001. Em grande parte, a Rússia tem tacitamente seguido essas novas doutrinas de Bush, ou não tem feito oposição ativa a elas, como devemos esperar, dadas as profecias do fim dos tempos.
Entretanto, a Rússia tem de cumprir seu encontro particular com a história profética como a líder designada das forças que marcharão contra Israel no fim dos tempos. Seria esse afastamento da política americana o início da longamente aguardada incursão russa na política do Oriente Médio?
Agora, vamos retornar a esse artigo referido para ganharmos maior compreensão sobre a possível proteção russa à Síria:
"O guarda-chuva militar russo sobre o Irã já está emitindo sinais diplomáticos... Em 12 de janeiro, o dia em que o radar russo foi finalmente instalado em Bushehr e em Isfahan, o Kremlin vazou a notícia de um grande contrato para a venda de armamentos para a Síria... O que realmente preocupa Washington e Jerusalém é a possibilidade de Assad e Putin se decidirem pelo mesmo sistema de radar 36D6 que Moscou forneceu ao Irã. Nossas fontes militares descrevem o Escudo de Estanho 36D6 como um sistema móvel de radar projetado para detectar alvos aéreos e realizar identificação amigo-ou-inimigo. Ele é altamente eficiente em detectar alvos de baixa, média e alta altitude que se movem em qualquer velocidade, incluindo mísseis alados e mísseis cruzeiros americanos ou israelenses. Ele é capaz de detectar o alvo e produzir sinais de interferência ativos, bem como sistemas integrados assistidos por computador de controle e orientação de complexos de mísseis anti-aviões. O Escudo de Estanho pode operar de forma independente como um posto de observação e de deteção aérea, como parte de sistemas de controle assistidos por computador, ou como um elemento em um complexo de mísseis guiados anti-aéreos, onde ele realiza reconhecimento e identificação de alvos. Se a Síria obtiver esse sistema sofisticado, uma barreira de radares iraniana-síria-libanesa coordenada pela Rússia surgirá, com três sérias conseqüências que vão além do equilíbrio de forças no Oriente Médio..." (Ibidem)
Você compreendeu o sentido geoestratégico nessa citação?
"Se a Síria obtiver esse sistema sofisticado, uma barreira de radares iraniana-síria-libanesa coordenada pela Rússia surgirá, com três sérias conseqüências que vão além do equilíbrio de forças no Oriente Médio..." (Ibidem)
Se esse sistema realmente for construído, da Síria no oeste ao Irã no leste, que impacto poderá ter nas operações aéreas americanas?
"A utilização do sistema de radares 36D6, se adquirido pela Síria bem como pelo Irã, confinará as operações aéreas americanas no Iraque a um estreito corredor cercado pelos sofisticados radares e sistemas de reconhecimento russos. A utilização desse sistema de radares nos sítios nucleares no norte do Irã, perto da fronteira com o Afeganistão obstruirá qualquer operação aérea americana montada do norte contra o Irã, a partir das base no Afeganistão, enquanto a presença do sistema de radares na Síria obstruirá o ataque americano ou israelense contra o Irã a partir do oeste." (Ibidem)
A não ser que os EUA e/ou Israel tenham uma resposta sofisticada para esse escudo de defesa aérea russo, sofrerão uma grande perda em sua capacidade de tomar ação em qualquer parte no Oriente Médio que os comandantes considerarem necessário. Além disso, se as forças americanas puderem derrotar esse sistema russo, Putin saberá que não pode mais defender Moscou.
Como os russos estão em conversações com os sírios - e presumivelmente com os iranianos - por quase dois anos agora, você tem de entender que os EUA conheciam os contornos básicos do que a Rússia estava tentando implementar; seria essa a razão por que os EUA têm feito ameaças vazias desde meados de 2003, sem tomar qualquer ação?
Com essa cooperação que já dura dois anos entre a Rússia e a Síria agora informada publicamente, esta próxima história faz muito sentido:
Resumo da Notícia: "Síria e Rússia restaurarão os laços da era soviética", The Turkish Press, 25/1/2005
"Moscou (AFP) - A Rússia e a Síria prometeram restaurar os laços da era soviética, chegando a um acordo sobre as dívidas de Damasco com Moscou e futura cooperação militar... O presidente sírio Bashar al-Assad, cuja visita a Moscou provocou uma irritação em Israel com os planos informados da venda de mísseis russos avançados à Síria, assinou uma declaração com o presidente Vladimir Putin sobre os laços de defesa... "Essas são armas defensivas, de defesa aérea, para evitar que aviões entrem em nosso espaço aéreo", disse Assad, quando foi solicitado a comentar o contrato para os mísseis portáteis Igla anti-aviões.... Putin prometeu revigorar os laços entre Moscou e Damasco, um estado-cliente da ex-União Soviética, que tradicionalmente sempre foi um grande comprador de armamentos russos."
Se Putin está buscando "restaurar os laços da era soviética" com a Síria, você pode apostar que também deseja restaurar todos os laços com os estados árabes que eram antigamente aliados da antiga União Soviética. A entrada da Rússia no redemoinho do Oriente Médio pode estar mais próximo do que muitos antigamente acreditavam.
Os EUA atacarão a Síria e/ou o Irã agora, embora possam incorrer em perdas significativas e, possivelmente, até provocar um conflito com a Rússia? Teremos de esperar para ver, mas o principal fato hoje é que esse sistema de defesa aéreo russo já está instalado e protege as instalações nucleares do Irã. Algumas semanas atrás, o comandante das forças americanas no Iraque tornou-se visivelmente aborrecido, falando sobre como o Irã poderia ameaçar as poderosas forças americanas combinadas; talvez esse novo sistema russo e o novo suporte diplomático russo seja a razão de o Irã se mostrar tão audacioso.
Os eventos no Oriente Médio continuam a se mover em direção a um conflito total, exatamente como a Bíblia profetizou tantos anos atrás.
Esta interessante história começou em janeiro de 2002, quando o presidente Bush anunciou seu famoso "eixo do mal" de nações - e declarou seu intento de alcançar uma "mudança de regime" nessas nações em todos os três casos. Vamos rever essa história.
Resumo da Notícia: "Bush coloca o Irã, o Iraque, e a Coréia do Norte em Aviso de Terror", Yahoo News, 30 de janeiro de 2002.
"O presidente George W. Bush discriminou o Irã, o Iraque e a Coréia do Norte como "um eixo do mal", advertindo claramente os três países que eles poderão em breve se tornar alvos na guerra americana contra o terrorismo. Fazendo seu primeiro discurso "Estado da União" em uma sessão conjunta do Congresso, Bush colocou os três assim-chamados estados rebeldes sob o aviso que os EUA estão preparados para agir, sozinhos, se necessário, contra eles se ameaçarem seu povo, seus vizinhos ou outros."
"Além disso, o presidente disse que os EUA podem suportar o imenso custo de uma campanha militar contra qualquer um dos países, dizendo que o preço de não fazer nada para enfrentar essas ameaças seria catastrófico... 'Todos os países devem saber que a América fará o que for necessário para garantir a segurança de nossa nação... Não vou esperar pelos eventos, enquanto os perigos se amontoam. Não ficarei parado aguardando, enquanto os perigos se aproximam cada vez mais. Os EUA não permitirão que os regimes mais perigosos do mundo nos ameaçem com as armas mais destrutivas do mundo', ele disse, lançado um desafio direto."
Todos os três governos souberam imediatamente que o presidente Bush simplesmente os marcou para destruição, um plano que veio a ser conhecido como 'mudança de regime". O presidente Bush não esperou muito tempo para tomar o próximo passo dramático.
Resumo da Notícia: "Forças americanas instruídas a destruir as linhas de suprimento do terror", Charles Laurence, de Nova York, David Wastell e Jack Fairweather, no Kuwait, 24/11/2002, news.telegraph.co.uk.
"Comandos das forças especiais americanas receberam ordens de lançar operações secretas contra linhas de suprimentos de armas para os terroristas e os três países rebeldes referidos pelo presidente George W. Bush como o 'eixo do mal'. Bush assinou um ordem executiva secreta que deu às forças especiais autoridade sem precedentes para combater e, se necessário, destruir fornecedores de armas que ajudam os terroristas e quaisquer tentativas de desenvolver armas de destruição maciça."
Nesta era conhecida como "Soberania das Nações", cada país tem o direito inerente e declarado de defender seu próprio território contra a invasão ou ataque de forças estrangeiras. Cada país tem o direito inerente de contra-atacar uma força invasora uma vez que uma força estrangeira colocar os pés no território daquele país. A história está repleta de exemplos em que guerras foram iniciadas quando uma força estrangeira atacou o território de outro país.
Ataques de comandos são considerados uma intrusão no território soberano que é significativa o suficiente para deflagrar uma guerra entre estados soberanos. Assim, quando o presidente Bush sinalizou sua ordem executiva autorizando as forças especiais dos EUA a entrarem no território de um país soberano para destruirem as armas de destruição maciça que se acredita existirem ali, estava efetivamente declarando guerra contra esses países!
O Irã compreendeu esse princípio muito bem, desde janeiro de 2002, e certamente compreendeu em novembro, quando o presidente emitiu sua ordem militar para as Operações Especiais contra esses três países. Por volta de novembro de 2002, quando Bush emitiu sua ordem militar especial, o Irã podia ver a maciça formação das Forças da Coalizão no Golfo e podia ouvir a igualmente maciça propaganda apresentada pela mídia de massa destinada a ganhar o apoio para uma invasão ao Iraque. A escrita feita à mão estava definitivamente na parede.
Em 20 de março de 2003, Forças da Coalizão atacaram pela fronteira entre o Iraque e o Kuwait e, no início de abril, Bagdá caiu. A euforia estava no ar. Os analistas estavam falando eloquentemente sobre a massacrante superioridade dos armamentos americanos. Neste momento, os principais líderes da Rússia, França e Alemanha reuniram-se em São Petersburgo, na Rússia. Ao fim da reunião, o presidente Putin subiu ao pódio como o porta-voz do grupo. Os comentários dele revelaram que esses três países não estavam impressionados pela superioridade militar americana.
Resumo da Notícia: "Nenhum ataque a outros países, Putin adverte os EUA", Sify News, 12 de abril de 2003.
"São Petersburgo - O presidente russo Vladimir Putin advertiu na sexta-feira a coalizão liderada pelos EUA a não atacar outros países sob o pretexto de promover valores capitalistas e democráticos após ter derrotado o regime ditatorial do Iraque. 'Não vamos exportar revoluções capitalistas e democráticas', disse o líder russo aos repórteres, ao mesmo tempo que os rumores em Washington dão conta que alguns elementos da administração dos EUA estão ruminando o lançamento de operações militares contra outros países do Oriente Médio. 'Se fizermos isso, vamos terminar em uma ladeira escorregadia de conflitos militares intermináveis. Não podemos permitir que isso aconteça', disse Putin em uma conferência conjunta à imprensa com o chanceler alemão Gerhard Schroeder e o presidente francês Jacques Chirac, após manter conversações com eles."
Essas são palavras duras, vindas de líderes experientes de países poderosos. Esses líderes não fazem esse tipo de ameaça sem considerar seriamente quais serão as conseqüências se suas bravatas forem lembradas e eles não responderem. Estivesse a América agora prestes a atacar de uma maneira que criasse uma "mudança de regime" no Irã e/ou na Síria, a credibilidade da Rússia, da França e da Alemanha cairia para praticamente zero.
Esses três líderes compreendem esse princípio. Portanto, acreditamenos que a ameaça é real. Certamente, a Rússia tem a capacidade de enfrentar a temida máquina miliar americana, pois dispõe do Armamento Escalar, que é muito mais poderoso do que qualquer armamento que os EUA possuam - um fato que explicamos detalhadamente nos dois artigos sobre o assunto - N1776 e N1776B.
É interessante que durante essa conferência para a imprensa de 12 de abril, o presidente Putin mencionou especificamente somente a Síria, contra quem os altos funcionários do governo Bush estavam fazendo ameaças, e para fronteira da qual as forças americanas deslocaram tropas e tanques. No entanto, as advertências de Putin poderiam igualmente se aplicar ao Irã, que é atualmente o maior alvo da ira americana. É com o Irã que a Rússia está fazendo seu lance de enfrentar o poder americano em toda a região.
Na verdade, as ações dela, que aparentemente começaram logo após a advertência de Putin em 12 de abril de 2003, pode ter acabado de dar um xeque-mate no poder americano na região. Explicamos essa realidade no artigo N2003, "Um Xeque-Mate da Rússia no Oriente Médio?"
Se você ainda não leu esse artigo, pedimos que faça isso agora, pois uma compreensão de como a pressão americana levou o Irã (a antiga Pérsia) aos braços peludos do urso russo, é crítico para compreender as implicações proféticas. Veja, a Pérsia é citada em Ezequiel 38 e 39 como uma das nações que marcharão contra Israel nos últimos dias. O governo que estará no controle naquele tempo terá de ser anti-ocidental e anti-Israel, precisamente como é hoje. Se o presidente Bush conseguir derrubar o regime atual, instituirá um governo títere, exatamente como acaba de fazer no Iraque; esse governo será pró-Israel e pró-ocidente. Portanto, esperamos que o atual governo iraniano seja protegido pela profecia de Ezequiel 38 e 39 de ser derrubado; os EUA poderão até atacar as instalações nucleares iranianas, mas parece-nos que o governo será protegido de ser derrubado.
O que nos tomou de surpresa foi a intensidade das forças que levaram o Irã ao campo da Rússia, à medida que esse país busca proteção contra o sofisticado armamento dos EUA.
Vamos agora revisar esta maravilhosa profecia que está se cumprindo diante de nossos olhos.
O Período da Grande Atribulação inicia-a-se quando o Anticristo convencer os rabinos judeus ortodoxos que ele é o longamente aguardado Messias. Nenhuma pessoa, por maiores que sejam os milagres que opera, poderá conquistar o coração da liderança judaica ortodoxa, a não ser que "cumpra" todas as profecias messiânicas do Antigo Testamento e as falsas expectativas messiânicas criadas pela tradição rabínica.
Os autores ocultistas estão cientes desse fato e elaboraram planos sobre como enganar os rabinos ortodoxos; eles planejam que o Anticristo encene o cumprimento de todas essas expectativas. Peter Lemesurier, autor de The Armageddon Script, reconhece esse fato. Ele relaciona todas essas expectativas e o modo como o Anticristo as cumprirá.
Daniel 7:7-8, lança mais luz sobre o assunto. Nessa passagem, Deus diz que o aparecimento do Anticristo será precedido por uma reorganização global em dez supernações, cada uma com seu líder. Apocalipse 17:17 é uma passagem paralela, que revela que esses dez líderes estarão executando um plano ativo de unir todo o poder político e econômico do mundo com o propósito expresso de entregá-lo ao Anticristo. Sabemos que esse é o plano da Nova Ordem Mundial. Isso significa que, quando o Anticristo aparecer, todos o líderes das dez supernações anunciarão que estarão entregando todo seu poder e influência a ele. Provavelmente, eles farão isso em uma conferência internacional conjunta de imprensa, com o Anticristo e todos os dez líderes presentes, na qual entregarão as chaves do mundo nas mãos dele.
Toda a mídia aplaudirá a decisão, com um entusiasmo nunca visto antes.
No entanto, em Daniel 2:40-45, Deus nos diz que, no pano de fundo dessa exultante celebração, nem tudo estará bem no recém-criado reino do Anticristo. Nessa passagem, Deus nos diz que o reino de dez nações será parcialmente forte como o ferro e parcialmente fraco como o barro. Como o ferro e o barro não combinam bem, e como os objetos feitos com o barro são frágeis, quando o peso do reino global for realmente colocado sobre essa estrutura de dez nações, toda a estrutura começará a ruir.
Como ocorrerá essa desintegração?
Em Daniel 7:7-8, vemos a única seqüência de eventos que pode nos dizer quão perto estamos do aparecimento do Anticristo. Vamos revisar essa seqüência de três etapas:
No verso 7, Daniel vê a formação dos dez chifres [dez nações].
No verso 8a, Daniel vê outro chifre, um "chifre pequeno" aparecer após o estabelecimento dos dez chifres. Esse chifre pequeno é o Anticristo, como Deus confirma em 7:24-25.
Subitamente, ocorre um cataclismo, que destrói totalmente três das dez supernações. A Bíblia não revela exatamente quais são essas três supernações, mas oferece algumas boas indicações sobre pelo menos duas delas.
Possível Identificação de Duas das Três Supernações Que Serão Destruídas
1. Em Ezequiel 38:1-4, Deus revela que o líder do grande exército que marchará contra Israel nos "últimos dias" será a Rússia.
2. Em Ezequiel 38:13, Deus diz que os aliados de Israel não se moverão agressivamente para protegê-lo quando ocorrer essa invasão. Em vez disso, emitirão receosamente um protesto diplomático dizendo: "Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste a tua multidão para arrebatar a tua presa? Para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e os bens, para saquear o grande despojo?" Em outras palavras, os aliados de Israel nada farão para socorrê-lo. Neste tempo, Israel sofrerá a maior traição de toda sua vida; além disso, se os EUA se recusarem a vir em ajuda a Israel, sua derrota militar nas mãos dos russos parecerá iminente, inevitável e palpável.
Os estudiosos modernos observam que os Estados Unidos historicamente sempre apoiaram Israel contra a Rússia em diversas ocasiões, desde a formação do Estado de Israel em 1948. Na verdade, em 1973, durante a Guerra dos Seis Dias, o presidente Nixon ordenou que as forças nucleares norte-americanas ficassem em alerta total, pois a Rússia estava ameaçando intervir e já tinha colocado suas forças nucleares em alerta. Em 12 de dezembro de 2001, o presidente George W. Bush obviamente encenou uma foto em que aparecia diante da bandeira iluminista de Israel, que mostra uma estrela de seis pontas. [Leia os detalhes no artigo N1593.] Esse evento encenado demonstrou que Bush é tão pró-Israel quanto qualquer um de seus predecessores.
Os líderes americanos sempre apoiaram Israel, independente do que o resto do mundo pensasse a respeito.
Portanto, neste caso, os estudiosos modernos perguntam, onde estão os EUA aqui? Os Estados Unidos ainda são dominados por líderes judaicos no gabinete ministerial do presidente e os judeus são muito influentes nas eleições em vários estados importantes, como Nova York. Mesmo considerando-se a óbvia preferência que os Democratas 'progressistas' mostram pelos árabes, não é concebível que os EUA permitam que um grande exército marche do norte e do sul sem agir para proteger Israel.
No entanto, se os Estados Unidos, como líder do NAFTA, forem destruídos, então poderemos compreender por que os demais aliados de Israel somente emitirão um tímido protesto diplomático em sua defesa.
3. Uma das expectativas messiânicas dos rabinos judeus é que o Messias livrará Jerusalém quando a cidade estiver cercada por exércitos. Jesus fez alusão a essa crença em Lucas 21:20: "Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação." O contexto dessa passagem é a perseguição dos judeus durante a Grande Atribulação. Quando os judeus virem Jerusalém cercada por exércitos, devem saber que a perseguição está muito próxima, e devem fugir.
Jesus aludiu à profecia messiânica contida em Zacarias 12, que descreve Jerusalém cercada e atacada por exércitos e em que Deus promete livrar a cidade eterna pelo seu onipotente poder.
Quando Deus intervir e aniquilar a Rússia e todos seus exércitos aliados, como prometeu fazer em Ezequiel 38:16-23 e no capítulo 39, os povos do mundo em geral, e os judeus especificamente, creditarão o livramento ao Anticristo! Eles dirão, "Meu Deus, ele realmente livrou Jerusalém dos exércitos que a sitiavam!" Como o Anticristo já "cumpriu" muitas outras profecias e expectativas messiânicas, os líderes judeus ortodoxos não perderão tempo e declararão que ele é o Messias.
Você pode ver o quão importante Ezequiel 38-39 é para todo o plano profético de colocar o Anticristo na cena internacional. O Irã é uma das nações que marcharão com a Rússia nos últimos dias. Seu governo de linha-dura é exatamente o tipo que ela precisa para odiar Israel o suficiente para marchar junto com a Rússia. E, desde meados de 2003, o Irã tem procurado a proteção da Rússia contra os EUA. Hoje, o Irã tem sofisticados radares russos e mísseis anti-aéreos que também são capazes de abater mísseis cruzeiros.
E, silenciosamente, o Irã sabe que tem proteção do armamento escalar russo - que não tem nada equivalente no arsenal norte-americano.
Resumo da Notícia:
"Irã Assina Acordo de Combustível Nuclear com a Rússia", Ali Akbar Dareini, escritor da Associated Press, 27/2/2005.
"Busher, Irã (AP) - A Rússia e o Irã assinaram um acordo no domingo que fornecerá combustível nuclear para o país do Oriente Médio para o funcionamento de seu primeiro reator nuclear - um projeto do qual os Estados Unidos durante anos tentaram fazer Moscou desistir... O vice-presidente iraniano Gholam reza Aghazadeh e o chefe da Agência Russa de Energia Atômica Alexander Rumyantsev assinaram o acordo na central de energia nuclear de Bushehr. A assinatura, que foi atrasada por um dia, veio após os dois altos funcionários visitarem o complexo de 800 milhões de dólares."
Esse acordo significa que a Rússia se comprometeu, não somente a fornecer o combustível nuclear para o Irã poder operar essa central nuclear, mas também em fornecer segurança contra ataques norte-americanos. Essa realidade foi sublinhada pela próxima revelação nesta matéria de notícias. O chefe da Agência Russa de Energia Atômica está falando:
" 'Hoje, um fato novo muito importante aconteceu, o protocolo sobre a devolução do combustível nuclear, que assinamos juntos. Nas próximas semanas muitos técnicos russos chegarão a Bushehr para finalizar a central, Rumyantsev disse após a assinatura." (Ibidem)
Quando os técnicos russos chegarem na central nuclear, estarão sob o risco de morte em caso de ataque americano ou israelense. Se causar deliberadamente a morte de técnicos especialistas russos nessa central por meio de um ataque, o governo Bush arrisca-se a uma confrontação com a Rússia, o que torna esse ataque menos provável.
Além disso, a Rússia não assinou esse acordo, nem enviou seus técnicos para a central nuclear, sem antes ativar seu escudo de defesa aérea sobre o Irã (leia o artigo N2003). Portanto, a Rússia sentiu-se confiante em assinar esse acordo com o Irã, uma ação que realmente significa um "soco no olho" do presidente Bush.
Verdadeiramente, o mundo está diante do precipício do fim dos tempos.
Cinco navios militares receberam ordem para se preparar para novo posicionamento em 1° de outubro. Segundo a revista Time, as especulações sobre a decisão aumentaram depois de um segundo pedido, feito pelo chefe naval de operações, para atualizar planos americanos antigos de bloquear dois portos de petróleo iranianos no Golfo Pérsico.
O posicionamento de navios de guerra na costa Leste do Irã sugere que os EUA estão se preparando para um ataque. Entre as embarcações estão um submarino equipado com o sistema Aegis para lançamento de mísseis teleguiados e navios capazes de detectar e destruir minas colocadas em solo marinho.
Perguntados sobre a possibilidade de guerra entre os dois países, especialistas e autoridades em Washington, Teerã e outras parte do Oriente Médio advertiram que uma ação militar contra instalações nucleares no Irã tem boas chances de sucesso. Mas terão um custo incrível.
Não há chances de uma invasão por terra: muitas tropas americanas estão mobilizadas em outros lugares para que a ação seja possível e, além disso, um ataque aéreo é mais seguro e eficiente para o objetivo dos EUA de impedir a continuação do programa nuclear iraniano.
Contudo, mesmo um ataque limitado às instalações nucleares requereria uma campanha maciça. Analistas dizem que o Irá tem entre 18 e 30 instalações nucleares espalhadas pelo país. Algumas estão em campo aberta, outras disfarçadas como fábricas ou são subterrâneas.
Uma ofensiva americana causaria um efeito duradouro no governo iraniano. Autoridades dos EUA acreditam que uma campanha de alguns dias poderia atrasar o programa nuclear em dois ou três anos.
Inimigos do regime do Irã apostam numa crise de legitimidade de Ahmadinejad depois de um ataque dos EUA, que poderia levar à sua queda. Mas outros estão convencidos de que a população se juntará ao governo em reação anti-América.
O risco de um Irã armado com bombas nucleares é que use sua supremacia para dominar o Iraque, ameaçar Israel e dificultar a influência política americana na região. Além disso, também poderia incentivar países como a Arábia Saudita e o Egito a começarem programas nucleares.
Segundo a reportagem, tanto o tipo de guerra quanto o estilo da violência mudaram. “A maior parte dos conflitos armados já não ocorre entre países, mas dentro deles. O front de batalha está migrando das fronteiras internacionais para dentro das cidades, em disputas geralmente acirradas por extremismo religioso. O conflito entre Israel e Hezbollah serve de exemplo, mas talvez seja só a parte mais visível de um fenômeno mais amplo: o crescimento do fanatismo em lugares onde antes as disputas eram apenas étnicas ou nacionalistas. E hoje o extremismo alimenta confrontos nas Filipinas, Indonésia, Chechênia, Bósnia, Sri Lanka, Argélia e China, para citar alguns exemplos.”
“Mas, se o extremismo religioso e o apetite bélico movem os radicais de um lado, eles também alimentam os do outro”, prossegue a matéria. “O presidente americano sempre justifica suas ofensivas militares citando o nome do Todo-Poderoso. Pesquisas recentes mostram que 2 em cada 5 americanos acreditam que Deus entregou Israel aos judeus. Sem falar que 42% dos filhos do Tio Sam concordam que a guerra é algo necessário sob certas condições, contra apenas 11% dos europeus.”
A citação do ex-embaixador americano na ONU, Richard Holbrooke, extraída do The Wasshington Post, é ainda mais al